domingo, 4 de dezembro de 2011

Vivo pelo sim

Hoje é domingo e teve futebol e teve ser dinda o dia todo. Morena Flor pra tudo que eu faço diz “não”, mas eu sei que isso quer dizer “sim”, porque ela espera que eu insista, invente, morda, aperte, faça careta, corra atrás, pra depois rir. Mas o “não” continua. Acho que a vida é assim também, diz “não” o tempo todo, mas no fundo, quer que a gente pule esse muro, arrume uma brecha, nasça flor no concreto. É um véu. É preciso querer enxergar além, pegar o véu e dançar com ele. É possível, tem que ser. Eu tento. Sei que o “sim” não é uma palavra, três letras, s-i-m, e que se eu o esperasse desse jeito, talvez nunca o escutasse. Antes de todos os sentidos, há o sentir, há o de dentro, o que existe quando fechamos os olhos e encontramos o silêncio. É neste lugar, depois do que arde, do que escorre, do que machuca, do que é nó, é neste lugar que a vida desabrocha em um sorriso aberto e banguela de criança. É este o “sim”. E eu vivo por ele.

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